Inscrição e escrita de si nos diários visuais
Resumo
Deixei escrito no diário visual de um dos alunos com que trabalhei no ano passado «Jaime, por que é que assinas?». De todas as vezes que visitava o seu caderno lá estava, em cada página e em cada esboço que fazia, a sua assinatura e a data que registava o momento. A assiduidade do acto interessou-me, especialmente pelo automatismo e aparente indiferença do repetido gesto. A resposta chegou pronta e concisa: «Como assim?! Assino para saberem quem sou!». À minha exploração dos diários visuais como forma pedagógica de uma escrita de si, estimuladora de crítica e de questionamento nos alunos, passei a reflectir os seus efeitos subjectivantes no eu-autor que escreve/desenha, e a confrontar o uso do diário com a autoria na escola, relacionando-a com os prevalentes mitos modernos do ser artista. A concepção do diário visual que contextualiza a reflexão é a de um dispositivo de inscrição e um processo de dessacralização para a criação de novos sentidos.
Autor
Ano
2012
Publicação
Investigacion en las Artes y la Cultura Visual, INDAGA-T, 2
Tipo
Conference Proceedings
Páginas
111-120
Editora
Facultad Bellas Artes Universitat de Barcelona
Local
Barcelona
Ed/Org
Fernando Hernández & Antonio Aguirre
ISBN / ISSN
—Idioma
Português
Link


