Rio de Janeiro (BR)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
É professor adjunto do Departamento de Teoria e História da Arte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atua como curador e crítico de arte. Desenvolveu tese de doutorado sobre o conceito de identidade nacional (brasilidade) na arte contemporânea. Possui textos publicados sobre arte brasileira em periódicos e catálogos nacionais e internacionais. Autor dos livros: Vestígios de Brasilidade; Emmanuel Nassar: engenharia cabocla; Brígida Baltar: o que se precisa para voar. Organizador do livro: História da Arte: Ensaios Contemporâneos, entre outros. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.
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16 de Maio [UNGOVERNABLE] /15.00
Local: Aula Magna, FBAUP
Apresentado por Fernando José Pereira
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RESUMO / Baixo custo e poéticas da precariedade: entre o estado exceção e o fetiche.
A arte contemporânea brasileira alcança notoriedade em exposições nacionais e internacionais. Com isso, observa-se a trajetória de poéticas que ativam conceitos potentes para a produção atual. A precariedade, o uso de materiais de baixo custo, a participação do espectador são alguns dispositivos acionados por obras de arte que dispensam, hoje, a localização geográfica para compreensão ampliada, além das fronteiras. A utilização de objetos e materiais que ativaram a poética da precariedade na arte brasileira coincidiu com a instauração de um “estado de exceção”. A ditadura militar, implantada em 1964, obrigara a alguns artistas o uso de estratégias anônimas, a tentativa de colocar objetos em circulação, a proximidade com os fatos sociopolíticos, exercendo tanto a critica ao sistema, quanto a reinvenção do objeto de arte evidenciando sua desmaterialização. Aliavam-se, deste modo, relações entre a marginalização e a cultura de massa, o estado de exceção e o fetiche dos objetos de consumo. Com a intensificação do mercado, a implementação de um sistema de arte mais participativo internacionalmente, o que era considerado periférico tornou-se fetiche. Assim, a produção artística brasileira utilizou-se da experiência e das heranças ligadas ao hibridismo cultural como modo de articular arte e “saber local”.